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Depressão aumenta risco de morte em pacientes com Câncer
A depressão diminui as chances de sobrevivência em pacientes com câncer. Fo
i o que demonstraram os pesquisadores de Vancouver, no Canadá (University of British Columbia) em um artigo no jornal Cancer, a publicação oficial da American Cancer Society.
Em mais uma prova de que as atitudes mentais influem de forma decisiva na saúde do corpo, os cientistas conduziram uma meta-análise, agregando dados de 26 estudos diferentes totalizando 9417 pacientes, que avaliaram a relação entre sintomas depressivos e a sobrevida em pacientes com câncer.
Dose baixa de estrogênio no tratamento do câncer de mama metastático – um paradoxo interessante
O tratamento do câncer de mama vem sofrendo constantes mudanças e aprimoramentos, beneficiando milhares de mulheres que sofrem da doença. Uma das estratégias de tratamento mais usadas é a terapia hormonal ou anti-estrogênio. Isto porque cerca de 75% dos tumores possuem receptores para esse hormônio e dependem dele para seu crescimento. Drogas como o tamoxifeno e os inibidores de aromatase (anastrozol, letrozol e exemestano) atuam diminuindo a ação do estrogênio, seja por competição ou diminuição da produção do hormônio.
O paradoxo é que desde a década de 40, sabe-se que um estrógeno sintético, o DES (dietilestilbestrol) possui a capacidade de tratar cânceres de mama em mulheres pós-menopausa, o que sugere que a queda de estrogênio nessa fase de algum modo sensibiliza o tumor ao DES. Ou seja, o mesmo hormônio responsável pelo crescimento do tumor pode tratar esse mesmo tumor, desde que utilizado após um período de baixos níveis estrogênicos. Incrível, não?
Otimismo, pessimismo, hostilidade e cinismo. O temperamento e o risco de doença cardiovascular e câncer – razões para sorrir
Sou da opinião de que juntamente com a genética, a ascensão da Medicina Mente-Corpo é o mais importante fenômeno na ciência médica atualmente. Se alguém ainda tem dúvidas da fundamental relação entre a vida psicossocial e a saúde física, mais uma pesquisa surge para mostrar o quão intimamente ligados a mente e o corpo realmente estão. E não é só o estresse o responsável; nosso temperamento e modo de ver a vida também tem tudo a ver com a nossa saúde.
Exposição à radiação ionizante nos exames de imagem
Um novo artigo no New England Journal of Medicine, publicado hoje, levanta a questão da exposição à radiação ionizante nos exames complementares radiológicos. Sabe-se, por estudos experimentais e epidemiológicos, que a exposição à doses baixas de radiação ionizante está ligada ao desenvolvimento tanto de cânceres sólidos como leucemia. Por isso, trabalhadores em áreas com maior exposição (nas indústrias nucleares, por exemplo) têm sua exposição limitada em 20mSv/ano.
O que muita gente não sabe (apesar do prefixo “radio” em exames radiológicos) é que esses exames de imagem expõem os pacientes a doses baixas de radiação ionizante, sendo que a Tomografia Computadorizada e as Cintilografias são aqueles com maior exposição.
No estudo em questão, os pesquisadores levantaram o banco de dados de uma seguradora de saúde nos EUA para estimar as doses de radiação recebidas por cerca de 1 milhão de adultos (18 a 64 anos) durante um período de 3 anos.