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Prevalência mundial da Doença de Alzheimer deve dobrar a cada 20 anos

É o que prevê a Alzheimer’s Disease International, uma federação sem fins lucrativos que congrega 71 organizações nacionais que lidam com a Doença de Alzheimer. Segundo o relatório (veja aqui) divulgado no último dia 21, o dia mundial do Alzheimer, a estimativa é de que os casos globais da doença – que ultrapassará os 35 milhões em 2010 – praticamente dobrem a cada 20 anos, atingindo 65.7 milhões em 2030 e 115.4 milhões em 2050.
Baseado em uma revisão de 147 artigos científicos, o relatório representa um chamado para que os governos de todo o mundo priorizem as pesquisas e os cuidados com relação ao Alzheimer e demências em geral.
Atividade física e dieta diminuem o risco para Doença de Alzheimer
Os benefícios de uma dieta saudável e da prática de exercícios físicos recebem mais um importante impulso. Um novo estudo, publicado no JAMA (Journal of the American Medical Association) demonstrou uma diminuição importante do risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer nos indivíduos que se exercitam mais e que seguem uma dieta do tipo Mediterrânea (rica em frutas, legumes, cereais não refinados e azeite de oliva, com consumo moderado de peixes, vinho e laticíneos e baixo consumo de outras carnes).
Previamente, alguns estudos já haviam demonstrado o benefício isolado de exercício e dieta para combater o declínio cognitivo do envelhecimento. No caso específico do Alzheimer, porém, as evidências até o momento são inconclusivas e ademais nunca um estudo havia pesquisado a combinação das duas variáveis.
No estudo em questão, o grupo de pesquisadores da Universidade de Columbia seguiram uma população diversa de 1880 idosos em Nova Iorque durante 5 anos. Destes, 282 deselvolveram a Doença de Alzheimer. Ao analisarem a alimentação e a atividade física, ficou comprovado que aqueles idosos com a maior aderência à dieta Mediterrânea tinham uma chance 40% menor de desenvolver Alzheimer, quando comparados com indivíduos com baixa aderência. No caso da atividade física, aqueles que se exercitavam mais tiveram 37% de redução do risco. O mais relevante, entretanto, é que aqueles idosos que combinavam os dois comportamentos tiveram uma redução de risco de 59%, o que prova que as duas intervenções atuam de forma sinérgica para a redução do risco.